· Visão geral do
suprimento arterial do encéfalo:
As
porções encefálicas situadas nas fossas anterior e média do crânio são supridas
por ramos da artéria(a.) carótida interna, enquanto as localizadas na fossa
posterior do crânio são supridas por ramos da a. vertebral ou da a. basilar. As
áreas de suprimento da carótida e do sistema vertebrobasilar são ligadas entre
si por um anel vascular, o círculo arterial do cérebro. Este garante, nos casos
de deficiência, a falta de irrigação seja feita por outro vaso.
·
As quatro partes
anatômicas da a. carótida interna:
O
trajeto da a. carótida interna, pode ser dividido em quatro porções: Parte
cervical, parte petrosa, parte cavernosa e parte cerebral. Com exceção da parte
cervical que não é ramificada, as outras emitem vários vasos ramificados. A
parte de dentro do crânio da carótida interna é subdividida em cinco segmentos,
(C1-2), da parte cerebral formam a
porção
supraclinóidea, (C3-5) da parte cavernosa formam a porção infraclinóidea. E por
último o (C2-4), pertencem ao sifão carótico.
·
Projeção
do círculo arterial do cérebro (de Willis) na superfície interna da base do
crânio:
As duas a.
vertebrais entram no crânio através do forame magno e unem-se formando a a.
basilar. Esta emite, em seguida, as duas a. cerebrais posteriores.
·
Variações
do circulo arterial do cérebro (de Willis):
As conexões
vasculares podem apresentar variantes. Essas hipoplasias não interferem na
função normal.
·
Estenoses
e obstruções das a. cerebrais:
A arteriosclerose,
em pessoas idosas, pode levar a obstruções completas das artérias cerebrais,
estenoses localizam-se normalmente nas bifurcações, podendo se desenvolver
lentamente, nestas podem ser compensadas por outros vasos, e também quando
ocorrem simultaneamente em vários locais, não conseguindo compensar por outros
vasos, podendo levar a distúrbios por falta de suprimento no cérebro.
·
Bases
anatômicas da síndrome do roubo da a. subclávia:
A
estenose da a. subclávia esquerda, antes da emissão da artéria vertebral, leva
a síndrome do roubo da a. subclávia que, no sentido estrito, ocorre na artéria
vertebral. Quando é feito qualquer esforço pelo membro superior direito, a
quantidade de sangue que chega para que ocorra o trabalho da musculatura é
insuficiente, levando a uma fraqueza muscular.
·
Artérias
da base do encéfalo:
As
duas primeiras a. são ramos da a. carótida interna, enquanto a terceira
origina-se da área de suprimento das a. vertebrais. As a. vertebrais enviam
ramos para a medula espinal, o tronco encefálico e o cerebelo.
·
Ramos
terminais da a. cerebral média na superfície lateral do hemisfério cerebral:
A
maior parte dos vasos sanguíneos na superfície lateral do encéfalo são ramos
terminais da a. cerebral média e formam a ultima porção da sua área de
suprimento, estas pode ser dividido em dois grupos, o primeiro são os ramos terminais
inferiores, que abrangem os ramos para o córtex do lobo temporal, e o segundo
são os ramos terminais superiores, nos quais suprem os lobos frontal e temporal
no córtex cerebral.
·
Trajeto
da a. cerebral média na profundidade do sulco lateral:
Por
todo o seu trajeto, esta, a a. cerebral média estende-se na base do encéfalo
primeiramente como parte esfenoidal. Logo depois, projeta-se pelo sulco lateral
passando pela ínsula.
·
Ramificação
das a. cerebrais anterior e posterior na superfície medial do telencéfalo:
A
porção medial do encéfalo é suprida por ramos das a. cerebrais anterior e
posterior. A anterior se origina da a. carótida interna e a posterior
origina-se da a. basilar, dessa forma, da área de suprimento do sistema
vertebrobasilar.
Vista lateral do telencéfalo.
A
maior parte da superfície lateral é suprida pela a. cerebral média, e seus
ramos sobem na profundidade da ínsula até o córtex. Os ramos da a. cerebral
anterior suprem o pólo frontal e as próximas ao córtex cerebral. A a. cerebral
posterior nutre o pólo occipital e as partes inferiores do lobo temporal. O
suprimento das substâncias cinzenta e branca é complexo: Na superfície medial é
dominado pelas a. cerebrais anterior e posterior para fazer a irrigação, onde
nutre essa área.
Frontal
e horizontal: O suprimento da cápsula interna, dos núcleos da base e do tálamo
é feito, em maior porção, pelos ramos perfurantes dos vasos que se localizam na
base do encéfalo. A cápsula interna é atravessada pelo trato piramidal, e é
suprida, pela a. cerebral média principalmente, também pela a. corióidea
anterior. Se ocorrer ed um desses vasos ser obstruído, leva a uma paralisia da
metade contralateral do corpo.
·
Áreas
funcionais na superfície do telencéfalo:
A
perda do centro da fala ou de funções conectadas ao cótex sensoriomotor indica
que ocorreu uma obstrução da a. cerebral média, a qual supre essa região. Uma
falta de suprimento sanguíneo na margem da túnica do córtex sensoriomotor,
correlaciona-se com uma obstrução da a. cerebral anterior. E uma falta de
suprimento sanguíneo do córtex visual, indica uma obstrução da a. cerebral
posterior.
· Artéria do
tronco encefálico e do cerebelo:
Os
vasos que nutrem o tronco encefálico originam-se da a. basilar e das a.
vertebrais, ou seus ramos (mediais, mediolaterais e laterais). Obstruções
destes ramos geram distúrbios, tanto temporários quanto permanentes, o que
causa sintomas clínicos muito variáveis. A medula espinal, contínua do tronco
encefálico também é nutrida pela a. espinal anterior.
O
cerebelo é nutrido pelas a. cerebelar inferior posterior e anterior, e também
pela a. cerebelar superior.
Mesencéfalo: É
irrigado e suprido pelos ramos da a. cerebelar superior, posterior e também
pela a. comunicante posterior.
Ponte: O
suprimento é feito pelos ramos curtos e longos da a. basilar.
Bulbo: O
suprimento é feito pelos ramos da a. espinal anterior, e da a. cerebelar
inferior posterior.
REFERENCIA
SCHULTE, Erik; SCHUMACHER, Udo; SCHUNKE, Michael. Cabeça e Neuroanatomia. Guanabara
Koogan. Edição 01. Volume 03. Rio de Janeiro. P. 246 – 253, 2007.





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